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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A USP sob a Lei do Mais Forte

Em movimentos altamente ideológicos, as reações aos eventos são determinadas antes mesmo que os eventos ocorram, e pouco dependem deles. Vejam a recente reintegração de posse que a PM fez do prédio da reitoria na terça de madrugada. Já havia uma reação preparada e ensaiada dos membros do movimento estudantil e simpatizantes: profunda indignação e denúncia escandalizada das agressões e abusos violentos cometidos pela PM. Mesmo que ela não os cometesse.

E de fato não cometeu. A operação toda se deu sem confronto algum e sem agressão física nenhuma. Opa Joel, como assim? Você não leu o DESABAFO da jornalista universitária Shayene Metri? Sim, sim, li o relato da menina que estava lá e que, depois de narrar os eventos da madrugada, conclui "Nada pode ser explicação pra violência gratuita, pro abuso do poder e, principalmente, pela desumanização da PM." Bom, algo muito tenebroso deve ter acontecido nessa reintegração de posse; ao menos cassetete na cabeça e bala de borracha no olho da galera. Imagens do Carandiru vêm à mente.

Ou eu estou esclerótico ou algo não bate. Pois no texto inteiro a pretensa jornalista isenta não relata um ato de agressão sequer. A única violência física da PM é perpetrada contra portas, cadeiras e cartazes de papel craft.

Tentei tirar fotos e gravar vídeos de uma PM que estava sendo violenta com o nada, para nada. Os policiais quebravam as cadeiras no carrinho, faziam questão do barulho, da demonstração da força. Os crafts com avisos dos estudantes, frases e poemas eram rasgados, uma éspecie de símbolo. 

Será que a indignação dela é pela violência contra o pobre e indefeso nada? Ou será pela beleza imortal que se perdeu naqueles poemas rasgados? Seja como for, a única violência relatada no texto é contra o nada, e não contra seres humanos.

Então a repórter mentiu? Não. Tenho certeza de que ela estava lá, viu tudo e relatou o que viu. Minha acusação é que - e isso é comum no jornalismo - ela não entendeu o que viu. E por não entender e não esperar a ação da PM, aquilo mexeu com ela de tal forma que a própria percepção dos fatos foi alterada a esse nível cômico de condenar algo que ela mesma não relatou.

Shayene Metri não viu a PM sendo violenta. Ela viu a PM agindo de forma a evitar a violência. A presença desproporcional de cavalos, carros e helicópteros, o invadir a reitoria de uma vez, o fazer barulho e gritar; são técnicas de intimidação. Se a PM intimida o adversário, consegue que ele se renda sem confronto, o que de fato evita o uso da violência contra ele. E se houvesse um confronto entre os 72 ocupantes e a PM, quem venceria? Pois então, a intimidação era para o bem dos próprios ocupantes, para dissuadi-los de cometer alguma burrada num arroubo de heroísmo revolucionário. Também era para o bem da PM, pois se aparecessem fotos de aluno machucado, com uma unha quebrada que fosse (que dirá cabeças sangrando) ia pegar muito mal para ela. Ainda bem que a PM usou da intimidação!

Será que a tática era necessária? Os alunos seriam burros o bastante para tentar alguma coisa? Há fortes indícios de que sim. Algumas noites antes tinham agredido repórteres (todo repórter adora sobre-valorizar o fato, como ocorre no link; mas que aconteceu, aconteceu). Na assembleia houve muitos que defenderam o confronto. Na madrugada da reintegração, conforme narra a própria Shayene, uma ocupante disse: "Se ele vierem vai ter confronto e isso já vai ser um tiro no pé deles". Estavam armados com coquetéis molotov. Em outras palavras, queriam o confronto, pois tinham plena consciência de que mesmo uma derrota física seria uma vitória com a opinião pública. A polícia agiu exemplarmente: desarmou a estratégia maquiavélica dos invasores com a mais eficaz das armas: o medo primal, e os mesmos que horas antes sonhavam com o combate sangrento corriam em desespero e se prostravam em rendição segundos depois da PM chegar.


Ontem, dia 09/11, estive na Filosofia e assisti ao depoimento do Leo, um dos 72 ocupantes (já estão todos em liberdade), e ele foi bem claro e honesto: não sofreu qualquer tipo de agressão policial e nem viu nenhuma agressão contra outro ocupante. Conforme seu relato, os homens e as mulheres foram separados (ainda na reitoria), e aparentemente algumas das meninas xingavam e tentavam agredir o cordão de policiais dentro do qual eram mantidas (policiais homens, mas havia duas PMs mulheres junto para supervisionar). Uma dessas ocupantes começou a berrar incontrolavelmente e por isso foi imobilizada e colocaram na boca dela uma mordaça esférica. Assim, vê-se a mentira deslavada que foi a denúncia inicial dos ocupantes detidos acusando agressão da PM (em termos genéricos, claro, sem qualquer indicação concreta). Talvez no mundo imaginário deles ficar sentado fazendo assembleia num ônibus seja agressão e tortura; afinal, trata-se de gente para quem a operação da polícia "lembrou os tempos mais sombrios da ditadura militar". Note-se que os autores da denúncia nasceram já no período da democratização.  


Em suma, a estratégia da PM era boa e ela agiu de maneira exemplar. Não houve violência policial, não houve abuso de poder, não houve nada desumano. O que houve foi um grupinho de alunos com sonhos de heroísmo revolucionário, de grandes guerras por nobres ideais. Só que, como todos os estudantes da USP (eu incluso), é gente sem nenhuma vivência real de guerra ou violência. Por isso, à primeira gota de mundo real todas as ilusões de bravura deram lugar ao pânico. Entendo perfeitamente que a jornalista tenha ficado abalada e isso tenha distorcido seu juízo. Tenho mais dificuldade de entender como tantas pessoas (a julgar pelo número de facebookers que compartilharam), tendo lido o relato, aceitaram sua conclusão.


Para um exposé bem diferente da ocupação e da reintegração de posse, sugiro este site.   


***


Finda a ocupação, entramos no negócio mais entediante que é a greve, só para garantir que o fim do ano seja mais improdutivo do que já é por si só. É uma boa oportunidade para meditar sobre os fins e os meios do movimento estudantil.


Por que diabos, afinal, tanta ojeriza à PM? Em parte até simpatizo. Uma polícia que chega revistando pessoas que nada fizeram, tratando todo mundo como suspeito, é muito ruim para todos e, em si, não ajuda a segurança. Até aí, pode haver uma orientação aos PMs de como devem agir no campus para melhor garantir a segurança sem impor um policiamento hostil. A experiência da PM no campus é nova e pode ser melhorada. Eu preferiria a guarda local, ou uma empresa de segurança, mas talvez o grau do problema exija poderes policiais.


Qual é a grande diferença entre a PM e uma guarda numerosa, bem treinada e armada? (Pois tem que ser armada: a USP é gigante, cheia de mato, tem livre entrada, gente de alto poder aquisitivo e, como a experiência mostra, é palco regular de crimes.) Uma tem poder para revistar arbitrariamente; a outra não. Uma, se encontra drogas, leva pra DP; a outra não procura drogas e só as achará se elas lhe forem realmente esfregadas no rosto. Por mim, a PM deveria se ater a crimes violentos e deixar o consumo de drogas pra lá. Mas imagino que eles não queiram e nem possam agir assim. E se a escolha for entre uma USP insegura e com consumo livre de drogas, ou uma USP mais segura só que com transtornos ocasionais em busca de drogas, fico com a segunda. Alguma outra diferença relevante entre PM e guarda universitária? Não consigo ver, embora todos os militantes jurem de pés juntos que as drogas não têm nada a ver com sua oposição à PM.


Não! O problema é que a presença da PM nas ruas do campus inibe a produção científica dentro das salas e a livre discussão de ideias nas classes e nos bancos. WHA-?? É isso mesmo que você leu. Ou pelo menos é o que diz um outro texto de alunos da USP, dessa vez da Barbara Doro e do Jannerson Xavier da ECA, que tem sido propagado aos quatro ventos e tido unanimemente como certeiro e muito sensato. 


"A PM é instrumento de poder do Estado de São Paulo sobre a USP, que é uma autarquia e, como tal, deveria ter autonomia administrativa. O conceito de Universidade pressupõe a supremacia da ciência, sem submissão a interesses políticos e econômicos."

A forma como a PM submeteria a ciência a interesse políticos é mantida incógnita. E esse nem é o maior disparate do texto. Acho que foi a retórica de sensatez e imparcialidade dos autores que persuadiu os leitores de que o texto é de fato imparcial e sensato quando não o é de maneira alguma.

Seu único ponto com alguma relevância é a discussão de se a violência no campus diminuiu ou não depois da entrada da PM. Apresentam este gráfico. Supondo que os dados sejam verdadeiros, meu olhômetro até vê uma certa diminuição de junho de 2009 em diante, mas só seria possível afirmar alguma coisa com certeza depois de uma análise estatística. Eles poderiam pelo menos dar a média de crimes antes e depois (pegando obviamente períodos equivalentes: comparar parte alta do ciclo com parte alta, parte baixa com parte baixa), ou mostrar uma linha de tendência, mas nem isso. Muito menos uma análise de significância. Ficamos com um arremedo de argumento dos autores contra um espantalho óbvio mas que nem o refuta direito.

Discussões pontuais a parte, o texto afirma que condena os meios dos invasores (até aí tudo bem, mas já já veremos o motivo dessa condenação...), e aprova integralmente seus fins. E diz mais: esses fins são partilhados pelo grosso dos estudantes. Afinal, diferentemente dos gatos pingados dessa última invasão, esses ideais saíram vitoriosos de uma assembleia altamente representativa, com 3000 alunos.

Só o campus do Butantã da USP tem 50.000 alunos (a USP toda, mais de 80.000). Não sabemos quantos desses 3000 apoiaram os fins em questão (ninguém sabe: o voto das mãos levantadas é sempre no olhômetro). Temos, portanto, que menos de 3000 alunos concordam com os fins dos manifestantes. E devemos acatar a opinião deles porque foi decidida em assembleia. Essa mesma assembleia, num dia em que reuniu por volta de 500 pessoas, foi contra a ocupação da reitoria. Por isso os invasores devem ser condenados e considerados anti-democráticos.
"Portanto, os meios pelos quais o Movimento Estudantil se mostra (invasões, pixações, etc.) não são decisão de maiorias e, portanto, são passíveis de reprovação. Seus fins (ou seja, os pontos reais que são discutidos), no entanto, têm adesão muito maior, com 3000 alunos na assembleia do dia 08/11."
"Não são decisões de maioria e, portanto, são passíveis de reprovação." Há toda uma filosofia aqui. Uma das filosofias mais imorais da história, a de que o que determina o certo e o errado é a vontade da maioria. A isso, ao poder irrefreável da maioria, que é outro nome para a lei do mais forte, eles chamam democracia. Se a maioria quiser tocar fogo no campus, então o ato será louvável e democrático. A ocupação da reitoria foi obra de uma minoria, portanto condenável. Mas os ideais deles são apoiados pela maioria. O mais ridículo é que nem isso é verdade: em 3000 alunos, essa suposta maioria é ela própria uma minoria.

As ideias e desejos dos "estudantes" (como se coletivos fossem indivíduos com razão e vontade) são determinados por essas assembleias sempre minoritárias (em geral com algumas centenas de alunos), cuja organização privilegia quem não tem mais o que fazer (ou os militantes para os quais as causas revolucionárias do movimento são a única coisa a fazer) e pode passar horas e mais horas em reuniões infinitas e entendiantes no meio da noite. Que isso seja aceito pelas autoridades administrativas da USP como a voz legítima dos estudantes e digna de diálogo já é um respeito excessivo e indevido. Que piquetes, cadeiraços sejam considerados "manifestação legítima" é de uma tolerância maternal, e eles ainda insistem que são reprimidos. Pouco a pouco a invasão de prédio vai se tornando legítima também; a de 2007 abriu as portas para novas tentativas; a atual, com o fim feliz, espero que as tenha fechado novamente. Mas suponho que mudar os estatutos que instituíram tal estado de coisas seja quase impossível, e que portanto a única solução para o problema que é o movimento estudantil (cujos militantes - nem sempre estudantes - querem, entre outras coisas, imunidade legal para alunos e funcionários e eleições diretas pra reitor, ou seja, querem o poder de mandar e desmandar na universidade) é que as pessoas percebam gradativamente sua malícia e sua inutilidade e o ignorem. Tenho fé que esse processo já esteja em andamento!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

FFLCH OCUPADA! - parte 398

Que coisa! Fiquei sabendo só hoje que houve baderna entre estudantes da FFLCH e PMs na USP ontem às 19:00. Pois eu estava na biblioteca da mesma FFLCH das 15:00 às 20:00, saí e não vi nada. Se tivesse parado o carro na rua de baixo, teria pego parte do rebuliço, trocado umas ideias com a turma, enfim, teria tido mais uma dose daquela maravilhosa experiência de "viver o campus", algo que fiz muito pouco. Mas não; como bom aluno da Filô, fui direto da sala para o carro pela rota mais rápida possível.

A Filosofia é notoriamente alienada do resto da FFLCH (que se compõe também das faculdades de Letras, Ciências Sociais, Geografia e História). Na verdade, esse meu desencontro de ontem ilustra perfeitamente a diferença de atitude das faculdades: enquanto uns criam baderna com a PM, outros estudam na biblioteca. (O fato do meu estudo ter rendido muito pouco torna a imagem ainda mais fiel.)

O que os revoltosos querem? É sabido que assassinatos e estupros ocorrem no campus; roubo de carro, então, nem se fala. É claro que precisamos da polícia. Fico na dúvida se o que move esses estudantes é algo mais filosófico (e furado) contra a própria ideia de polícia, ou o medo mais concreto de que, estando a polícia no campus, ela ocasionalmente prenderá um drogado.

Encontrar maconha em estudante da FFLCH não é exatamente procurar agulha em palheiro. O uso de drogas lá é generalizado, como qualquer um com narinas funcionais pode testemunhar. Quem procura, acha. Eu mesmo sou contra a proibição das drogas. Reconheço os perigos e os custos de se descriminalizá-las e a possível imprudência de fazê-lo de uma vez só, mas mesmo assim não tenho dúvidas de que o objetivo legal último tem que ser esse. (Já usuário não sou nem nunca serei! Se me virem de olhos vermelhos, saibam que é alergia.) Contudo, dado que vivemos sob a proibição, e essa proibição não é algo completamente arbitrário - os males da droga são reais; os do tráfico também - e nem viola a dignidade humana básica, não há justificativa para partir para a violência (incontestavelmente iniciada pelos estudantes) contra policiais que fazem seu trabalho. Fico igualmente indignado pela lei seca; nem por isso é justo atacar o policial que quiser aplicar o bafômetro. Enfim, esses "estudantes" (as aspas são porque, entre eles, há também militantes políticos e pelegos de "movimentos sociais") exigem coisas como a retirada coletiva de todos os processos criminais contra estudantes e funcionários da USP (sem averiguar se procedem ou não!); tendo isso em mente, como classificá-los?

A maioria dos estudantes da USP é a favor da PM no campus. Quem é contra são basicamente setores minoritários da FFLCH, da FAU e da ECA, os usual suspects a travar uma eterna guerrilha imaginária contra os poderes das classes opressoras, isto é, o mundo real do trabalho e da ordem, que é quem os sustenta em seu devaneio truculento. Por que é só na área de Humanas que floresce essa bizarrice da fauna estudantil, que exalta os maiores crimes e os ideais mais monstruosos como se fossem virtudes, luta contra inimigos imaginários, não tem absolutamente nenhum poder fora do mundinho acadêmico que parasita e ainda se arroga como autoridade moral universal e porta-voz da universidade quando na verdade a imensa maioria dos colegas os repudia?

O resto da sociedade, o mundo fora da USP, os trabalhadores que povoam tantos dos manifestos e justificam tantos atos dos movimentos estudantis, também não morre de amores por seus supostos salvadores. Esse desprezo tem sido cada vez mais vocal. Embaixo da vídeo-reportagem no site da UOL, há um espaço para os leitores deixarem sua opinião. A maioria não é estudante da USP. Vejamos o que um deles, representativo dos demais, tem a dizer:

TADINHOS DOS MACONHEIROS DA USP. DEIXEM AS CRIANÇAS FUMAR SEUS BASEADOS EM PAZ,AFINAL NÃO É PRA ISSO QUE PAGAMOS IMPOSTOS TÃO ALTOS?
OS PMs MAUS BATERAM NOS MENINOS PORQUE?
CAMBADA DE FDP!!! BORRACHA NESSES VAGABUNDOS QUE SE INTITULAM ESTUDANTES DA USP!!!

O que permite que um grupinho fale tão alto, e o mundo ouça, sendo ninguém simpatiza com ele? Simples: como eles não estudam nem trabalham, têm todo o tempo do mundo para fazer panelaço constante, enquanto o resto do mundo, embora até se importe com a política e gostasse de chutar essa máfia para fora, simplesmente não tem como dedicar o tempo integral à causa que os revolucionários ociosos dedicam. Uma instituição saudável deveria ter mecanismos para não permitir que isso ocorresse: tratar atos de agressão e invasão de maneira exemplar, expulsando imediatamente todos os culpados e usando, se necessário, força policial para retirá-los (e eventualmente prender os criminosos infiltrados no meio estudantil); falta só a coragem política de fazê-lo.

Os colegas os repudiam. O resto da sociedade não tolera nem ouvir falar deles. Então por que deixamos essa banda podre das faculdades de Humanas continuar a ditar o debate de ideias e intimidar o resto da sociedade a ouvi-la, seja por greves ou ocupações? Até quando o Sancho Pança, a parte da sociedade que estuda e trabalha, se sentirá na obrigação de escutar e apaziguar esse D. Quixote maligno que, não se contentando em ser sustentado por seu trabalho ainda quer matá-lo?

Não proponho nenhum tipo de ação violenta, que se vier, tem que vir do canal adequado: a polícia. O que cada um pode fazer individualmente é cortar pela raiz a ideologia que os protege: a insistência em vê-los como "idealistas", defensores ingênuos de utopias que usam de meios desesperados. Eles não são mais uma voz no debate público que merece ser ouvida e ponderada: é um discurso de criminosos que repete as maiores asneiras e as maiores monstruosidades já pensadas. Seus "valores" estão em total consonância com o peleguismo que praticam: o ódio contra tudo o que mantém a sociedade funcionando, contra qualquer instituição que nos afaste da selva, e contra todos os que produzem o bastante para permitir que os próprios manifestantes dediquem seus dias à maconha. O que os move não é um belo sonho, mas uma mistura de medo ódio para com um universo racional que não se dobra a caprichos juvenis. Não há ideal em suas palavras; apenas a lama.
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